Dizem que Jesus morreu na cruz para nos salvar... Mas nos salvar de que? Será que estamos dessa forma em perigo que precisamos de um salvamento para evitar o pior? Se não prevejo um pior, o que seria essa tal salvação?
Eu prefiro acreditar Jesus nos salva é do nosso próprio ego, tornando-se um exemplo humano e real de que é possível ter tanto amor por tudo e por todos, tamanha entrega e fé naquilo que é, que é possível aceitar até mesmo a crueldade e injustiça que existem no mundo. Você seria capaz de viver em tamanho amor???
O importante nas histórias não são os detalhes, mas o porque foram contadas...
sábado, 7 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
Marfim
Navios esguios cantantes,
seus mares distantes esvaem sem fim
Calouros de amor trovejantes
Suspiros pensantes
Que brotam de mim...
Carmim que perfuma o vento
Louco, leve, truculento
Ardor e tormento
conluio de Sim!
seus mares distantes esvaem sem fim
Calouros de amor trovejantes
Suspiros pensantes
Que brotam de mim...
Carmim que perfuma o vento
Louco, leve, truculento
Ardor e tormento
conluio de Sim!
sexta-feira, 16 de março de 2012
Desabafo
"Aceitar as pessoas, as coisas e as situações exatamente como são"
Eis um dos mais importantes princípios da ESPIRITUALIDADE. E a espiritualidade está acima da religião... isso porque religião se baseia em um conjunto de conceitos, de ritos, de formas... enquanto a espiritualidade se baseia simplesmente na real natureza humana, aquilo que é comum a todos nós. Vc não precisa ter uma religião pra viver na espiritualidade. Mas sem espiritualidade, vc não pode compreender nenhuma religião...
Há centenas de anos, e até hoje, as interpretações fundamentalistas das escrituras e culturas ou conceitos religiosos de todos os tipos são a fonte de repressão, sofrimento e inúmeras guerras em todo o mundo. Será que não está na hora de mudar isso???
Falem o que quiserem, o homossexualismo já atravessou tantas barreiras, tantos séculos, tantas culturas... vocês realmente acreditam que só porque uma ou outra interpretação diz isso ou aquilo ela deixará de existir?
Não. Feliz ou infelizmente, não...
Sexualidade (seja homo, hétero ou bi) é da natureza humana. Quando nascemos não somos isso ou aquilo, simplesmente somos... um... integrados com toda a natureza... nosso crescimento e desenvolvimento é que vai ditando os rumos da nossa conduta sexual. Nenhum menino se torna gay por brincar com bonecas, ou meninas se tornam lésbicas por brincarem com caminhões... crianças brincam... adultos julgam... E lamentávelmente o que se vê é muito julgamento sendo lançado às nossas crianças, é muito preconceito sendo construído onde não existia. Quando crianças todas as potencialidades são válidas, são certas, são belas. Na espiritualidade todos os caminhos levam ao mesmo lugar...
Eu fico intrigado com esse discurso moralista e repressivo de algumas religiões mais ortodoxas. É muita ignorância. É muito achismo e falta de empatia de quem não tem nada a ver com o assunto. E o resultado é o que a gente vê por aí... gays sendo agredidos, enterrados vivos, maltratados e reprimidos desde a infância...
Eu convivo muito bem com minha sexualidade e posso dizer: não existe ex-gay... existem sim pessoas que reprimiram seu desejo sexual para se adequarem em um determinado grupo social. Mas negar sua própria natureza só pode resultar em frustração, receio de não serem aceitas e infelicidade. Coisas que certamente serão cobradas mais cedo ou mais tarde... Se vcs duvidam disso, apenas se perguntem se vcs conseguiriam mudar de orientação, considerem nunca mais olhar para homens ou mulheres (sua preferência), sentir desejo ou atração... Não precisa dizer a resposta, apenas seja sincero com seu coração e escute o que ele tem a dizer... Nós gays funcionamos da mesma forma que vocês heteros (evangélicos ou não), acredite!
A luta contra a homofobia é a mesma luta pela igualdade e respeito que todos os seres humanos tem direito. Pelo fim da ignorância que é a raiz do preconceito, do bulling, do ódio, da intolerância, do medo... da infelicidade. Já demos tempo o suficiente para tudo isso, está na hora de tentarmos outra saída, o AMOR...
Eis um dos mais importantes princípios da ESPIRITUALIDADE. E a espiritualidade está acima da religião... isso porque religião se baseia em um conjunto de conceitos, de ritos, de formas... enquanto a espiritualidade se baseia simplesmente na real natureza humana, aquilo que é comum a todos nós. Vc não precisa ter uma religião pra viver na espiritualidade. Mas sem espiritualidade, vc não pode compreender nenhuma religião...
Há centenas de anos, e até hoje, as interpretações fundamentalistas das escrituras e culturas ou conceitos religiosos de todos os tipos são a fonte de repressão, sofrimento e inúmeras guerras em todo o mundo. Será que não está na hora de mudar isso???
Falem o que quiserem, o homossexualismo já atravessou tantas barreiras, tantos séculos, tantas culturas... vocês realmente acreditam que só porque uma ou outra interpretação diz isso ou aquilo ela deixará de existir?
Não. Feliz ou infelizmente, não...
Sexualidade (seja homo, hétero ou bi) é da natureza humana. Quando nascemos não somos isso ou aquilo, simplesmente somos... um... integrados com toda a natureza... nosso crescimento e desenvolvimento é que vai ditando os rumos da nossa conduta sexual. Nenhum menino se torna gay por brincar com bonecas, ou meninas se tornam lésbicas por brincarem com caminhões... crianças brincam... adultos julgam... E lamentávelmente o que se vê é muito julgamento sendo lançado às nossas crianças, é muito preconceito sendo construído onde não existia. Quando crianças todas as potencialidades são válidas, são certas, são belas. Na espiritualidade todos os caminhos levam ao mesmo lugar...
Eu fico intrigado com esse discurso moralista e repressivo de algumas religiões mais ortodoxas. É muita ignorância. É muito achismo e falta de empatia de quem não tem nada a ver com o assunto. E o resultado é o que a gente vê por aí... gays sendo agredidos, enterrados vivos, maltratados e reprimidos desde a infância...
Eu convivo muito bem com minha sexualidade e posso dizer: não existe ex-gay... existem sim pessoas que reprimiram seu desejo sexual para se adequarem em um determinado grupo social. Mas negar sua própria natureza só pode resultar em frustração, receio de não serem aceitas e infelicidade. Coisas que certamente serão cobradas mais cedo ou mais tarde... Se vcs duvidam disso, apenas se perguntem se vcs conseguiriam mudar de orientação, considerem nunca mais olhar para homens ou mulheres (sua preferência), sentir desejo ou atração... Não precisa dizer a resposta, apenas seja sincero com seu coração e escute o que ele tem a dizer... Nós gays funcionamos da mesma forma que vocês heteros (evangélicos ou não), acredite!
A luta contra a homofobia é a mesma luta pela igualdade e respeito que todos os seres humanos tem direito. Pelo fim da ignorância que é a raiz do preconceito, do bulling, do ódio, da intolerância, do medo... da infelicidade. Já demos tempo o suficiente para tudo isso, está na hora de tentarmos outra saída, o AMOR...
último caminhar sob a lua
What a
guy! What a fool am I? To think my broken heart could kid the moon…
... e dali a pouco, já era madrugada. Eu
nunca havia andado tão tarde assim, em breu tão fechado.
E então alguém me deu a lua e a lua clareou
meu caminho. Toda a cintilância do brilho era bela.
Eu supus saber andar sob esse brilho... Mas
não. Mas não. Eu supus guardar a lua entre meus seios... Mas não, mas não.
Então, o brilho da lua era menor, minguava,
até que se apagou completamente. Não parecia o mesmo astro. E essa lua nova, a
ela eu não podia ver, ela não me clareava, ela era quase nada.
Caminhei no escuro por tanto tempo que
estranhei quando a lua voltou a crescer sua luz. Senti como a plúmbea noite
houvera passado. Mas não, mas não. Senti a lua brilhar entre meus seios. Mas
não. Mas não.
Noite é noite com e sem a lua. Eu supus que
ela me guardaria ainda que só por mais uns passos. Eu supus. Eu supunha. Sempre
eu supondo demais, porque a lua clareia quase nada.
A verdade é que ainda que brilhe, a lua é
lua (e a noite é noite). A lua brilha no céu, branca, fria, intocável. Ela
brilha pra se mostrar a quem for, nunca pra guiar quem a quer.
Eu já quis ser um eclipse lunar para alguém e
aprendi a caminhar sem ver. Mas então pedi que recolhesse sua lua...
E não tenho muito
tempo pra aguardar uma alvorada: sigo caminhando enquanto corre a madrugada. Busco
a luz constante de um cálido cruzeiro do sul.
domingo, 11 de março de 2012
Impressões QUOtidianas
Não se desespere, Lia Lee. O Mundo é que ficou muito técnico. Muito patéticamente e precisamente controlado, quase atordoado... Agendas comprimidas, pessoas comprimidas, apertozinho de amor... assim, quase nada. Preciso protestar, sim, é necessário! Onde está nossa simpatia? Nossa alegria? Nossa gentileza? Onde está esse nosso calor? Será que tudo está sendo terminantemente resfriado ou algo assim? Medos e angústias patéticos em 300 ml do Rivotril mais próximo. "Me deixem dormir!". Será que é isso a verdade??? Essa eu não quero pra mim não... tic!
Literalmente opostos... patéticamente, eu diria
Travessos, marejantes, em deriva
Manejados de amolecência divina
Que será que é a sorte?
Tudo culpa da mente mais próxima, a sua. Sabe que ela é meio doida né? Costuma aprontar umas, atravessa coisas com coisas. Dizem por aí que é dessas faceiras que aparecem de improviso... te saltam, te driblam, te pegam. Mentes concretas, secretas... doidas, alguns diriam até anormais... "Mentes selvagens" para as balzacas, minhas prediletas. Mentes que mentem, mon' amour! Sabe-se lá qual foi a razão disso tudo, mas quando tudo foi criado, ele também tinha que separar-se. De um rumo a outro, no infinito. O bucho do céu foi assim, atirado em todas as direções, explodiu-se em si mesmo... E de si criou-se o tudo, e nele o mundo, e no mundo nóis... Nessa arriminada toda, nessa empreitada divina, a gente saiu assim meio partido. De si em si é muita coisa que nem mesmo dá pra se ver... Um bando de partes... confusas, difusas, complexas... umas bacanas, umas tristonhas, umas sacanas... De tudo a tudo, atravessando o infinito. Tudo se arremessou na eternidade... Nesse vai e vem infinito onde você só pode saber o que é um, conhecendo o que é o outro...
"Sentir tudo de todas as maneiras
Ter todas as opiniões,
Ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
Desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
E amar as coisas como Deus." (F. Pessoa)
Não se negligencie de si. Tudo vai mudar e mudar até ficar assim irreconhecível, o vir e o voltar. A impermanência... intransigência... e transigência... Tanta coisa pra aceitar. Quando o mundo passar na sua porta, receba-o muito bem... Cuide daquilo que o mundo te dá. Agradeça com carinho... Isso vai sempre florir enquanto você regar... Não se preocupe com o resto. Tudo vai se encaixar de alguma forma... Deixe que o mundo venha!!! Venha pro mundo também!!!
quarta-feira, 7 de março de 2012
... e eis-me aqui, linda de viver, mas sem saber muito como. Digo: não sei como viver, já ser linda se tornou parte da minha profissão.
É curioso, sabe... Isso de ser bonita se tornou, pra mim, uma verdadeira questão existencial. Por um lado, um pecado capital que me pega é a vaidade. Sempre gostei de ser bonita, sempre gostei muito. Por outro lado (e não que isso deixe de fazer parte de minha vaidade) sempre fui e gostei de ser inteligente. O problema é que aparência é uma coisa que você controla, mas não como as pessoas percebem essa aparência. E as pessoas, mais das vezes, trabalham suas psicologias com pares de oposição. Aquela velha e boa lógica maniqueísta: Como bonita, se inteligente? Como inteligente, se bonita? Não, ou uma coisa ou outra.
Então, se você for bonita e se cuidar bem, se você realmente se preocupar em manter a beleza que tem, sua inteligência fica desqualificada e ninguém mais se preocupa com ela. Isso daqui a pouco vai passar a atrapalhar, e muito, a sua vida. Em geral, se for mais largadinha, vai ser mais respeitada por seus atributos não-visuais.
Eu estive conversando sobre isso com meu mestre espiritual, um bailarino amigo meu... Dizia: gosto muito de ser bonita e de me ver bonita. O que me incomoda ultimamente é que as outras pessoas também me vêem assim... E só assim. Acho chato, desagradável, em especial porque as pessoas costumam costurar beleza e sexo quase que imediatamente.
Não, eu não vou deixar de ser bonita pra parar de passar por isso. Não, eu não vou deixar de ser inteligente porque sou bonita... Sim, eu vou envelhecer e vou continuar bonita... e inteligente. Eu espero que o mundo seja maduro o bastante pra entender isso... E que eu seja resistente o bastante pra resistir a ele. Por enquanto, minha alma ainda está fechada pra balanço - e meu corpo, aberto ao Rivotril.
É curioso, sabe... Isso de ser bonita se tornou, pra mim, uma verdadeira questão existencial. Por um lado, um pecado capital que me pega é a vaidade. Sempre gostei de ser bonita, sempre gostei muito. Por outro lado (e não que isso deixe de fazer parte de minha vaidade) sempre fui e gostei de ser inteligente. O problema é que aparência é uma coisa que você controla, mas não como as pessoas percebem essa aparência. E as pessoas, mais das vezes, trabalham suas psicologias com pares de oposição. Aquela velha e boa lógica maniqueísta: Como bonita, se inteligente? Como inteligente, se bonita? Não, ou uma coisa ou outra.
Então, se você for bonita e se cuidar bem, se você realmente se preocupar em manter a beleza que tem, sua inteligência fica desqualificada e ninguém mais se preocupa com ela. Isso daqui a pouco vai passar a atrapalhar, e muito, a sua vida. Em geral, se for mais largadinha, vai ser mais respeitada por seus atributos não-visuais.
Eu estive conversando sobre isso com meu mestre espiritual, um bailarino amigo meu... Dizia: gosto muito de ser bonita e de me ver bonita. O que me incomoda ultimamente é que as outras pessoas também me vêem assim... E só assim. Acho chato, desagradável, em especial porque as pessoas costumam costurar beleza e sexo quase que imediatamente.
Não, eu não vou deixar de ser bonita pra parar de passar por isso. Não, eu não vou deixar de ser inteligente porque sou bonita... Sim, eu vou envelhecer e vou continuar bonita... e inteligente. Eu espero que o mundo seja maduro o bastante pra entender isso... E que eu seja resistente o bastante pra resistir a ele. Por enquanto, minha alma ainda está fechada pra balanço - e meu corpo, aberto ao Rivotril.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Calamidade
Faz tempo que não passo por aqui né? Mas é que às vezes parece que vai ficando tudo tão confuso. São muitos... tantos de mim que mal cabem em mim mesmo. São vários. São todas as coisas. E dessa forma adivinham tudo. Sabem tudo. Compreendem o absoluto. E com aquela certeza e tranquilidade que só poderia dizer um homem livre. Um homem para o qual já não importa mais o passado ou o futuro. O que aconteceu ou o que está por vir... É um deles... faz parte da legião... assim como todos os outros... nem mais, nem menos... nem maior, nem menor... simplesmente igual. Os outros, como numa escala, apresentam todas as outras variações. Como um contraste que vai se definindo de um extremo ao outro. Neles estão todos os pensamentos. Neles estão todos os sentimentos. E, dessa forma, cada segundo é uma nova disputa para o privilegiado que conseguir garantir sua expressão. De que importa o certo ou o errado? O sonho ou a realidade? A alegria ou a tristeza? De que importa tudo, se tudo é efêmero??? Se tudo o que é deixará de ser em instantes... ou amanhã... ou no ano que vem... O tudo também é nada... Assim como o nada é tudo. E entre tantos e entre ninguém, prefiro ser coisa alguma e também todas as coisas... Porque tentar me achar é como mais me perder...
domingo, 3 de abril de 2011
PASSAGEM DAS HORAS
Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde,
O coral das Maldivas em passagem cálida,
Macau à uma hora da noite... Acordo de repente...
Yat-lô--ô-ôôô-ô-ô-ô-ô-ô-ô...Ghi-...
E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade...
A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol...
Dar-es-Salaam (a saída é difícil)...
Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagascar...
Tempestades em torno ao Guardafui...
E o Cabo da Boa Esperança nítido ao sol da madrugada...
E a Cidade do Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo...
Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.
A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,
Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,
Desta entrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,
Desta turbulência tranqüila de sensações desencontradas,
Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,
Deste desassossego no fundo de todos os cálices,
Desta angústia no fundo de todos os prazeres,
Desta sociedade antecipada na asa de todas as chávenas,
Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei
Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,
Consangüinidade com o mistério das coisas, choque
Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,
Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz.
Seja o que for, era melhor não ter nascido,
Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.
Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços,
É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas...
Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro,
Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca...
Que há de ser de mim? Que há de ser de mim?
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
A entrada de Singapura, manhã subindo, cor verde,
O coral das Maldivas em passagem cálida,
Macau à uma hora da noite... Acordo de repente...
Yat-lô--ô-ôôô-ô-ô-ô-ô-ô-ô...Ghi-...
E aquilo soa-me do fundo de uma outra realidade...
A estatura norte-africana quase de Zanzibar ao sol...
Dar-es-Salaam (a saída é difícil)...
Majunga, Nossi-Bé, verduras de Madagascar...
Tempestades em torno ao Guardafui...
E o Cabo da Boa Esperança nítido ao sol da madrugada...
E a Cidade do Cabo com a Montanha da Mesa ao fundo...
Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.
A certos momentos do dia recordo tudo isto e apavoro-me,
Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge,
Desta entrada às curvas, deste automóvel à beira da estrada, deste aviso,
Desta turbulência tranqüila de sensações desencontradas,
Desta transfusão, desta insubsistência, desta convergência iriada,
Deste desassossego no fundo de todos os cálices,
Desta angústia no fundo de todos os prazeres,
Desta sociedade antecipada na asa de todas as chávenas,
Deste jogo de cartas fastiento entre o Cabo da Boa Esperança e as Canárias.
Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.
Não sei se sinto de mais ou de menos, não sei
Se me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,
Consangüinidade com o mistério das coisas, choque
Aos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,
Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz.
Seja o que for, era melhor não ter nascido,
Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.
Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços,
É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas...
Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro,
Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca...
Que há de ser de mim? Que há de ser de mim?
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Tentação
Por que me tentas, demônio? Por que?
Lançando esses olhos apertados, essa boca úmida, esse cheiro de amor.
Escorre pelos meus dedos longos, pelo meu colo quente.
Sempre que me rendo a tocá-lo...
Ah menino, faz isso não!
Não te disseram que é feio?
E vc, alheio, sempre soube e concordou?
Mas como, sendo assim, mantém esse mesmo olhar ingênuo
Esse sabor inocente no teu caminhar sereno.
Como???
Essas palavras a procurar pelas minhas
Um contornar de versos, de prosa, de rimas...
Um bailar doce e sensual de objetos e sujeitos
Esses que não se cruzam
Não se dizem
Não se conhecem
E mesmo assim, como se seduzidos um pelo outro
Irresistivelmente resignados a essa dança eterna
Doce e monótona
Esse adivinhar de coisas, esse desejar constante
Esse querer sem fim
Ah, menino!!!
Não obstante, ainda assim hei de te condenar
E se o Universo, redentor dos meus sonhos
Cumpridor de promessas, realizador de desejos
Se este mesmo Universo assim não conspirar
E se puser a protegê-lo das penas a que hei de te dar
Dizê-lo hei teu cúmplice.
Reservarei o cárcere.
E a ambos irei me negar.
Lançando esses olhos apertados, essa boca úmida, esse cheiro de amor.
Escorre pelos meus dedos longos, pelo meu colo quente.
Sempre que me rendo a tocá-lo...
Ah menino, faz isso não!
Não te disseram que é feio?
E vc, alheio, sempre soube e concordou?
Mas como, sendo assim, mantém esse mesmo olhar ingênuo
Esse sabor inocente no teu caminhar sereno.
Como???
Essas palavras a procurar pelas minhas
Um contornar de versos, de prosa, de rimas...
Um bailar doce e sensual de objetos e sujeitos
Esses que não se cruzam
Não se dizem
Não se conhecem
E mesmo assim, como se seduzidos um pelo outro
Irresistivelmente resignados a essa dança eterna
Doce e monótona
Esse adivinhar de coisas, esse desejar constante
Esse querer sem fim
Ah, menino!!!
Não obstante, ainda assim hei de te condenar
E se o Universo, redentor dos meus sonhos
Cumpridor de promessas, realizador de desejos
Se este mesmo Universo assim não conspirar
E se puser a protegê-lo das penas a que hei de te dar
Dizê-lo hei teu cúmplice.
Reservarei o cárcere.
E a ambos irei me negar.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sábado, 11 de dezembro de 2010
Ah o amor!!!
Um amor de manhã.
Um amor de tarde.
Um amor de noite.
Ah! O amor de todas suas maneiras!!!
Um amor de tarde.
Um amor de noite.
Ah! O amor de todas suas maneiras!!!
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Abaixo à crítica!!!
Abaixo aos famigerados, sequelados e incansáveis críticos. Abaixo às maledicências - reprodução desvirtuada de almas enfermas. Abaixo ao desamor e à falta de compaixão. Como pode o mundo orgulhar-se de levar abaixo qualquer iniciativa, de esgotar-se ferozmente em alimentar uma competição ilusória e sem destino certo. Afinal, qual seu ganho? Qual o valor da vitória, quando o preço disso é o desconforto, o impedimento e o desânimo alheio?
Por vezes, cheguei a acreditar que o "encontrar defeitos" fosse em si uma qualidade. Um olhar evoluído e distanciado sobre a realidade do mundo. Um treino cotidiano com objetivo de despertar uma sensibilidade aguçada para farejar equívocos. Valor tão reconhecido aos músicos, contadores, teatrólogos, consultores e analistas. Afinal quanto maior o profissionalismo, maiores as possibilidades e soluções para cada caso.
Não é assim na vida real. Aqui, na real existência, nos encontros e desencontros do dia-a-dia, a crítica se embaraça com valores morais e espirituais, distorcendo o respeito e a compaixão pelo outro em um misto de inveja e maldade gratuitos e equivocados. Nesse ponto, as palavras criam verdadeiro poder e o que antes era virtude torna-se um balde de água fria para disseminar as tentativas alheias. Ou você realmente acha prazeroso o nariz enrugado de um reclamão disposto a falar mal de seus intentos?
Quantos elogios você deu para cada crítica que cometeu? Quanta energia positiva dispendeu a alguém que inocentemente desejou compartilhar contigo uma boa idéia. Se esta deu ou dará cabo de seu objetivo, já não nos compete julgar. Isso é aprendizado alheio. Tentativa e erro. Tentativa e erro. Tentativa e acerto. Assim é a matemática da inovação.
A nós cabe apenas torcer, desejar e dispender energias positivas em retribuição ao que recebemos. A nós cabe apenas ver o que há de Verdade no outro, o que há de belo, o que há de louvável. O mundo está cheio de boas intenções. Vc está preparado para vê-las? Ou prefere antes acreditar que qualquer atitude alheia já é por princípio má ou ruim?
Se vc tem uma forma melhor de fazer, certamente chegará sua vez de ensinar. Mas não caia no egoísmo de acreditar que a sua versão é sempre a melhor para todos os fatos. Na dúvida, ou na impossibilidade de incentivar alguém, cale-se. Afinal se não pode mandar boas energias, conter as energias negativas que vc poderia evitar já é um grande progresso.
Afinal é tanta assim sua certeza de fazer melhor?
Por vezes, cheguei a acreditar que o "encontrar defeitos" fosse em si uma qualidade. Um olhar evoluído e distanciado sobre a realidade do mundo. Um treino cotidiano com objetivo de despertar uma sensibilidade aguçada para farejar equívocos. Valor tão reconhecido aos músicos, contadores, teatrólogos, consultores e analistas. Afinal quanto maior o profissionalismo, maiores as possibilidades e soluções para cada caso.
Não é assim na vida real. Aqui, na real existência, nos encontros e desencontros do dia-a-dia, a crítica se embaraça com valores morais e espirituais, distorcendo o respeito e a compaixão pelo outro em um misto de inveja e maldade gratuitos e equivocados. Nesse ponto, as palavras criam verdadeiro poder e o que antes era virtude torna-se um balde de água fria para disseminar as tentativas alheias. Ou você realmente acha prazeroso o nariz enrugado de um reclamão disposto a falar mal de seus intentos?
Quantos elogios você deu para cada crítica que cometeu? Quanta energia positiva dispendeu a alguém que inocentemente desejou compartilhar contigo uma boa idéia. Se esta deu ou dará cabo de seu objetivo, já não nos compete julgar. Isso é aprendizado alheio. Tentativa e erro. Tentativa e erro. Tentativa e acerto. Assim é a matemática da inovação.
A nós cabe apenas torcer, desejar e dispender energias positivas em retribuição ao que recebemos. A nós cabe apenas ver o que há de Verdade no outro, o que há de belo, o que há de louvável. O mundo está cheio de boas intenções. Vc está preparado para vê-las? Ou prefere antes acreditar que qualquer atitude alheia já é por princípio má ou ruim?
Se vc tem uma forma melhor de fazer, certamente chegará sua vez de ensinar. Mas não caia no egoísmo de acreditar que a sua versão é sempre a melhor para todos os fatos. Na dúvida, ou na impossibilidade de incentivar alguém, cale-se. Afinal se não pode mandar boas energias, conter as energias negativas que vc poderia evitar já é um grande progresso.
Afinal é tanta assim sua certeza de fazer melhor?
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Construção...
Porque não vivemos de cartas marcadas e nem temos um jogo certo. Porque certas certezas são incertas até que se prove o contrário. Porque nós somos sinceros até quando não há como provar-se. Porque somos fiéis às nossas filosofias (emaranhado de linhas contínuas que nos unem a alma e o espírito). Porque somos fortes e invencíveis, embora o mundo viva tentando nos enganar. Porque somos em trânsito, em movimento, em construção...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Como é bom ser o gato!
Como é boa a vida do gato, né? Vc acorda, se espreguiça e lá está seu pratinho posto. Um golinho d'água pra matar a sede. Dormiu bem? Como não? Eu sou tão molinho que todo meu corpo se ajusta à caminha de forma mais que perfeita. 100% de mim está ali, pesando integralmente no chão, de forma que se eu fechar os olhinhos eu quase sentiria poder voar. Por isso mesmo dá aquela preguiça vez em quando, os olhinhos vão fechando, meu corpinho relaxando. Mal sabem eles, mas aprendi a meditar desde cedo. É isso que faço qdo paro no meu tapetinho, no umbral da porta, e fico olhando pra fora, me fingindo de decoração. Eu sou assim uma obra de arte, tenho movimentos elegantes e minha única obrigação é "espalhar a beleza por onde eu passar". O que não é lá muito difícil! No final do dia, lá está minha mãe mais querida do mundo pra me encher de beijos, coçar minha barriga, me dar apertos e dengos. E cof! cof! cof! uma bola de pêlos. É o que temos, fazer o que? Vida de dengos e naninha, essa é a minha! É ou não é muito bom ser o gato?
Espanando a poeira
O mundo deu tantas voltas que me deixou tonto. Girou, girou, girou... e nesse chacoalhão todo as peças se reviraram de tantas maneiras que já me parece quase irreconhecível imaginar como foram a princípio. Um ano = 365 dias. Um dia = 24 horas. Uma hora = 60 minutos. Um minuto = 60 segundos. Um segundo = décimos, centésimos, milésimos de segundo que vendo assim, dessa maneira, quase poderia dizer que seriam algo como o infinito. Tenho pensado muito nele, no finito, no infinito, no material e no imaterial. Um ano carrega muitas mudanças, mas tem meses ou semestres querendo carregar toda a mudança em si só. Foi assim nos últimos. Tudo começou com um ponto de interrogação e se tornou um complexo de estudos, dedicação e aprendizado que me parece estar apenas recomeçando. As respostas vieram e toda a necessidade tomou subitamente corpo e forma. E eu me sinto assim... feliz... em paz. Pois sei exatamente pra onde ir!!!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Limited
As palavras custam, custam, custam... a sair... talvez não queiram criar asas, serem compartilhadas com o mundo lá fora. Estejam, talvez, conformadas com o cantinho aqui de dentro, com as paredes brancas, o taco meio descolado, a luminária incandescente... Quem sabe mesmo elas seriam felizes, inteiras e satisfeitas... completas por todo o sempre, por toda a vida, mesmo estando assim limitadas ao espaço tão curto... Quem sabe?
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Saudades!!!
Oi bloguinho... saudade de vc, sabia?
Mas é que a vida ficou tão complicada de repente... Tão corrida... tão atribulada... bem rotina de capital e bla bla bla... Tanto é que há meses eu ensaio voltar pra academia, fazer algo pelo corpo e, não dá... ou eu madrugo, ou perco a novela... e as duas possibilidades dóem!
Tá certo! Tá certo! Eu é que tô sendo mimado e não quero abrir mão de nada nessa vida... Mas fazer o que se meu id é manhoso e eu só tenho a mim para afagá-lo? Pois é!
Mas a coisa deu uma boa evoluída, sabe? Estou para começar novos cursos, o projeto do trabalho me serviu bem de exposição, o psico tem me dado poucas broncas... enfim, calmaria, em meio ao caos... Não que a vida seja perfeita, mas é que eu to tentando trazer a felicidade pro presente... e sabe que até tenho conseguido? Contas a pagar, arrombo bancário, paredes a pintar... tudo isso faz parte daquelas coisas que nunca deixam de ser e sempre estão por acontecer mesmo, então o jeito é olhar para o que se tem com outros olhos... e sair tocando!
Estou pragmático, né? Vc tb notou? Pois é... parece que nos últimos tempos tomei um banho de realidade, fugi do msn, orkut, hotmail, yahoo, gmail, blog, disponível... e então resolvi viver um pouquinho a vida de verdade... Até que foi bom! Eu bem precisava fugir um pouco da virtualidade para ver o dia rolando lá fora...
Acontece! Acontece! Fica triste não... é que sou meio sem prumo assim mesmo... mas o carinho e a saudade são os mesmos...
Fica bem!
Mas é que a vida ficou tão complicada de repente... Tão corrida... tão atribulada... bem rotina de capital e bla bla bla... Tanto é que há meses eu ensaio voltar pra academia, fazer algo pelo corpo e, não dá... ou eu madrugo, ou perco a novela... e as duas possibilidades dóem!
Tá certo! Tá certo! Eu é que tô sendo mimado e não quero abrir mão de nada nessa vida... Mas fazer o que se meu id é manhoso e eu só tenho a mim para afagá-lo? Pois é!
Mas a coisa deu uma boa evoluída, sabe? Estou para começar novos cursos, o projeto do trabalho me serviu bem de exposição, o psico tem me dado poucas broncas... enfim, calmaria, em meio ao caos... Não que a vida seja perfeita, mas é que eu to tentando trazer a felicidade pro presente... e sabe que até tenho conseguido? Contas a pagar, arrombo bancário, paredes a pintar... tudo isso faz parte daquelas coisas que nunca deixam de ser e sempre estão por acontecer mesmo, então o jeito é olhar para o que se tem com outros olhos... e sair tocando!
Estou pragmático, né? Vc tb notou? Pois é... parece que nos últimos tempos tomei um banho de realidade, fugi do msn, orkut, hotmail, yahoo, gmail, blog, disponível... e então resolvi viver um pouquinho a vida de verdade... Até que foi bom! Eu bem precisava fugir um pouco da virtualidade para ver o dia rolando lá fora...
Acontece! Acontece! Fica triste não... é que sou meio sem prumo assim mesmo... mas o carinho e a saudade são os mesmos...
Fica bem!
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Carta do Dia
Ás de Espadas
Rompendo com a estagnação
É chegado o momento, Demian, de romper com a estagnação. O Ás de Espadas transborda como arcano de conselho para você, hoje, sugerindo que você corte implacavelmente todas as coisas, pensamentos, hábitos e pessoas que não lhe servem mais e que procure sustentar seus pensamentos e opiniões, mesmo que isso signifique desencadear antipatia nos outros. Este é um momento de renovação em sua vida, de idéias novas que fervilham e você poderá tomar as iniciativas que tirarão sua existência da rotina e do tédio. Prepare-se para uma nova e deliciosa aventura e não se preocupe tanto em ter uma “personalidade simpática” nesta fase de sua vida. Há momentos em que a atitude mais sedutora é aquela que não prima pela docilidade, mas que se compromete com a verdade. É quando sabemos que não estamos sendo simpáticos, mas estamos sendo honestos. Ainda que não agrademos, não há como negar o notável poder sedutor da pessoa que age com integridade – mesmo quando age de uma forma superficialmente antipática.
Conselho: Ser fiel à verdade gera antipatias, mas muitas vezes é fundamental!
Rompendo com a estagnação
É chegado o momento, Demian, de romper com a estagnação. O Ás de Espadas transborda como arcano de conselho para você, hoje, sugerindo que você corte implacavelmente todas as coisas, pensamentos, hábitos e pessoas que não lhe servem mais e que procure sustentar seus pensamentos e opiniões, mesmo que isso signifique desencadear antipatia nos outros. Este é um momento de renovação em sua vida, de idéias novas que fervilham e você poderá tomar as iniciativas que tirarão sua existência da rotina e do tédio. Prepare-se para uma nova e deliciosa aventura e não se preocupe tanto em ter uma “personalidade simpática” nesta fase de sua vida. Há momentos em que a atitude mais sedutora é aquela que não prima pela docilidade, mas que se compromete com a verdade. É quando sabemos que não estamos sendo simpáticos, mas estamos sendo honestos. Ainda que não agrademos, não há como negar o notável poder sedutor da pessoa que age com integridade – mesmo quando age de uma forma superficialmente antipática.
Conselho: Ser fiel à verdade gera antipatias, mas muitas vezes é fundamental!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Conto de Areia
É certo que foram dias difíceis, tristes e lamentosos, odeio dizer. Mas tenho minhas fragilidades e é preciso respeitá-las.
Mas a vida é assim mesmo, e suas lições vem de qualquer jeito. Gostemos ou não. E no fundo só nos resta é aprender com elas e tirar certo proveito. Mas tudo ao seu tempo, ao seu jeito, ao seu modo... afinal esse é o processo!
Precisei buscar novamente as palavras, as cores, a vida... e quem sabe mesmo aquele sentido pra continuar sendo! Precisei reconstruir as bases, apoios e fundações... redescobrir quem sou e o que sou. Não é um processo fácil, nem rápido, nem simples. Mas espero estar no caminho certo!
Seja como for, nada como um dia após o outro! Uma fugidinha ligeira! E um marzão salgado de areia branca! Um dia inda fico por lá, minha cidadezinha maravilhosa, mesmo com menos encantos que antes...
E seja o que Deus quiser!!!
Mas a vida é assim mesmo, e suas lições vem de qualquer jeito. Gostemos ou não. E no fundo só nos resta é aprender com elas e tirar certo proveito. Mas tudo ao seu tempo, ao seu jeito, ao seu modo... afinal esse é o processo!
Precisei buscar novamente as palavras, as cores, a vida... e quem sabe mesmo aquele sentido pra continuar sendo! Precisei reconstruir as bases, apoios e fundações... redescobrir quem sou e o que sou. Não é um processo fácil, nem rápido, nem simples. Mas espero estar no caminho certo!
Seja como for, nada como um dia após o outro! Uma fugidinha ligeira! E um marzão salgado de areia branca! Um dia inda fico por lá, minha cidadezinha maravilhosa, mesmo com menos encantos que antes...
E seja o que Deus quiser!!!
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