terça-feira, 22 de abril de 2008

Vida leva eu

Hoje estava assistindo um episódio do QUEER AS FOLK onde o Emmet entrou para um grupo de pseudo ex-homossexuais. Pseudo sim, afinal podem até negar, mas ninguém consegue contrariar sua essência sexual. Fato. E essa história de "virei" evangélico e encontrei Jesus é balela. Que me perdoem os que se incluem nessa lista, mas não acredito mesmo, de forma alguma... Eu acho que todo gay já deve ter tido seu momento de negação, alguns até pela vida inteira, afinal ser gay, mesmo nos dias de hoje, não é nada fácil. Ambientes de promiscuidade, sexualidade exacerbada, preconceito, relações superficiais, falta de conteúdo, etc. perduram na lista de tópicos que fazem qualquer um querer em algum momento "ser normal" (como se não fôssemos). Eu mesmo já tive diversas vezes e tenho até amigas próximas que chegaram a dizer ter "encontrado a luz". No final, e infelizmente, a mais próxima delas teve é praticamente seus bens confiscados por uma dessas "organizações" da forma mais humilhante, tendo mesmo é que recomeçar a vida do zero. Não sei ao certo porque isso, em especial, me chamou tanto a atenção para virar aqui falar a respeito. Talvez mesmo por esse momento novo de descobertas onde, depois de ter aberto mão de diversas coisas (como a vida de balada e azaração), eu volte novamente ao ponto zero para descobrir novamente a individualidade. Começar uma rotina nova descartando aquilo que não valia a pena e resgatando aquilo que deixei pra trás. É bom! E hoje, como já disse, acontece simbolicamente aquele final de ciclo que disse aí embaixo. E quer saber? Chega de chororô, chega de muro de lamentações, pronto! Já deu o que tinha que dar, né? Hoje depois de mais uma "crisesinha" interna num momento "cinco minutos" eu matei o que tava me matando. Tomei um bom banho de sal grosso, recompus minha cara, botei uma roupinha transada e dei a cara a bater. Várias novas lições de casa, entre elas sair simplesmente pra me divertir, dar um tempo da caça, não esperar nada das pessoas, me cobrar menos (bem menos) e me amar mais (bem mais), cospir pra fora a ansiedade e apertar mais a tecla phoda-se! E quer saber? Eu tenho 26 anos, sou simples-porém-honesto, não devo nada a ninguém e quero ser feliz!!!