terça-feira, 22 de abril de 2008

Fim de ciclo

Eu sei que parece beeeem piegas essa coisa toda, mas preciso falar desse final de ciclo. Talvez até para expurgar algo que tenha ficado pra trás, como um balanço geral da situação para ser ticado e excluído. Deletado. E ponto final. Coisa de Bridget Johnes, of course, no começo do filme. E como tenho pra mim que esse filme está apenas começando: lá vai. E quando digo fim de ciclo não é algo provocado, que fique claro, é mais como uma constatação. Uma reunião de acontecimentos que foi caminhando e coincidentemente culminando nesse momento até e eu intitular: "final de ciclo". Acho digno. E esse final acontece exatamente agora, mais pontualmente neste final de semana. Claro que sempre existem variações em tudo para mais e para menos, e aqui não haveria de ser diferente. Uns processos terminam agora, outros já terminaram e outros terminarão depois. Mas para todos os efeitos de cálculo, a mediana está bem ali, bem patéticamente alinhada com um dos mais patéticos acontecimentos, e chega a ser terrivelmente patético confessar isso. Verdade. Mas é que também preciso perder o medo de ser patético e entender que não dói assumir umas besteirinhas aqui ou ali. E que também não deixo de ser "The Perfect Men" por assumí-las. Não. Pelo contrário. Acho até um charme algumas imperfeições. Aquela cara de bobo, de "do que vcs estão falando?", enfim. Bom, mas vcs hão de convir que tenho razão em assumir exotéricamente algo tão óbvio quanto esse fim de ciclo. Vejam bem. Tudo começou com o assunto mais grave. O fim do namoro. Um ano e dois meses, triste e tudo e tal. E bla bla bla... Passou, e agora o desafio é reaprender a ser sozinho, solteiro e feliz. Ponto. Depois teve o lance da renovação do contrato de aluguel que também foi uma apurrinhação. Aumento do valor, encheção de saco do administrador, aquele papo sacana e ridículo de minha casa ser uma república. Pau no cu. Contrato assinado! Outro ponto. Daí vem a mudança de escritório. A mais dolorosa talvez, principalmente por estar em processo. Malocados numa salinha minúscula, coisas empilhadas, processos pendentes e desorganização. Só quem conhece meu metodismo pode supor tamanho o sofrimento de muá. Ponto. Puxa, e teve todo o enlouquecimento dos clientes. Cobranças. Dúvidas. Comprovações. Todos resolveram criar conflitos duma vez só. Mas aaaaaacho que a coisa tá melhorando, e tem cliente nova. E chique. Ui! Ponto! Também tem a questão financeira. Ai! Essa dói de verdade. Não fosse a sorte e o destino - empurrãozinho de meu Pai lá de cima - a coisa ia ficar mais preta do que nunca. Mas tudo bem, estou confiante... e é só mais um mês para passar o pior e as coisas voltarem às rédeas. OREMOS! Ponto. Ponto. O final do Big Brother não pode faltar, é claro. Assim como o fim de "Queridos Amigos". Ou em termos gerais: menos vícios e mais tempo para ocupar comigo mesmo. Ponto de novo. Ah, falando em vícios, tem o lance do cigarro. Ufa! Parei de fumar! Quer dizer, fumei uns e outros nesses dias de separação, de caos, de tensão. Mas depois de quase dois meses sem já sei que posso. Reset. Ponto. Também terminei a biografia de Maria Callas (da Mulher ao Mito) que foi bem phoda! Muito phoda! Dezenas de identificações, insights, lamentações. Daqueles livros mesmo que tem a hora e o momento certo de chegar às nossas mãos. Ainda falo mais sobre ele. Juro. Ponto. E teve também o Despautério, é claro, não posso deixar de dizer, recomeço, expectativa, escrever de novo, ser mais pessoal, poucos comentários, 40 acessos diários na primeira semana, tecla foda-se. Super ponto! E para coroar esse momento fim de ciclo, decidi raspar o cabelo. Quer dizer, ainda estou tomando a coragem. Mas eu sou assim, meio impulsivo, e acho que vai fazer bem, e vai ser bom, e vai ser legal também. Ai ai... frio na barriga. Ai ai.. ansiedade... ai ai... Ponto final!