terça-feira, 22 de abril de 2008

Post para ser esquecido!

Hoje estou muito, muito triste. É que a melhor amiga apareceu com um problemão. Problemasso. Está grávida! Sim, e de um caso qualquer com quem teve uma daquelas transinhas fatídicas. A primeira e única. Bobiça que só. E então a camisinha estourou, a pílula do dia seguinte não funcionou. E cabrum! Lá vem a bomba. Ela veio determinada já depois de consultar o médico. Consulta marcada. Médico de confiança e tal. A mãe apóia, o caso também - tanto que se dispôs tranquilamente a segurar a bomba, a ajudar com as despesas, quaisquer que fossem as escolhas. E a escolha era dela, só dela. Afinal a bomba maior sempre ficaria em suas mãos. Ela chegou tensa e sem pedir conselhos, nem julgamentos. Foi direto ao assunto. E eu apoiei, é claro. Afinal esse definitivamente não é um programa para menores. Me coloquei pronto para o que fosse preciso. Amigo é pra essas coisas. E quem sou eu pra julgar? Se ela mesmo é um fruto de uma gravidez indesejada de um "caso" de adolescência e sabe na pele o que é isso. Eu sei também da parte dela. Não, não sei o que eu faria. Espiritualmente eu sou contra. Tenho formação espírita de berço e sei que a coisa vai além das materialidades. Mas é sempre fácil emitir qualquer opinião sobre prós e contras quando não se corre esse risco. O difícil é estar nessa situação. Muito difícil, eu pude ver. Mas duas "mensagens" foram bem claras, e o meu lado exotérico diz que nada é por acaso. Como se algo quisesse dar um último apelo. Meu coração ficou miúdo que só. Mas não dava pra titubear. Segurei a mão dela firmemente e a mantive assim, até o fim... e ela com aquela carinha medrosa de menina assustada. Seguimos nós dois... e agora só resta o esquecimento...