terça-feira, 22 de abril de 2008

Dores, densidades e pontos finais

De uma coisa não podem me culpar: nunca fui de viver superficialmente. Pelo contrário, vivo de paixão, curto cada dia como se fosse hoje, uma coisa de cada vez, e tudo quanto possível... talvez por isso mesmo é que não dê para me impedir de sofrer um bocadinho num momento tão pontual quanto esse. Explico: o Jota veio buscar suas coisas e, de certa forma, efetivar a separação. E assunto resolvido ou não, o fato é que doeu um pouquinho passar por mais isso. Por outro lado, nossa conversa foi boa e fiquei mais tranquilo e aliviado ao ouvir dele que não me odeia. Ufa! É que eu tenho esse medo meio bobo de magoar as pessoas, de decepcionar e tal. Mas a questão é que não dá pra ser um bom menino o tempo todo e agir com perfeição é humanamente impossível. Fato. Ele também constatou que, apesar dos pesares, é um bom momento: voltou a se preocupar consigo, a correr atrás dos planos esquecidos e a tocar o barco pra frente. Estou orgulhoso! E estou orgulhoso também de mim mesmo... por me considerar maduro para levar essa situação do início ao fim. E essa tristeza, essa preocupação, esse cansaço, essa dor de cabeça... tudo vai passar, eu sei! Mas agora me dêem licença pois eu ainda preciso ir ali dar uma choradinha...


Como dizia o poeta

Quem já passou por essa vida e não viveu
pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Quem nunca curtiu uma paixão
nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença,
mesmo o amor que não compensa
é melhor que a solidão
Abre os teus braços,
meu irmão, deixa cair,
pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
de quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração
esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão
nunca vai ter nada, não...