terça-feira, 22 de abril de 2008

Em frente ao espelho

Preciso confessar aqui uma coisa, que na verdade nem é tão confessionária assim: sim, eu só falo de sexo... só penso em sexo... mas não faço sexo assim, é claro. Coisa doida! Não, nenhum preconceito, problema ou coisa do tipo, reação até natural de um recém solteiro que volta a fazer "parte do mercado" e não pode ver uma barra-de-calça que já está ali eriçado. O phoda da questão é que isso me incomoda um pouco. Bastante até. Afinal existe uma infinidade de focos na vida que merecem mais atenção, além do que tenho que ouvir de alguns que estou facin facin... Tudo bem que isso é coisa de gay que não sabe falar de outra coisa... Mas não é simples assim... Na na não... Explico: tudo trata-se de um mecanismo complicado até para eu mesmo entender. Mas é que sempre sofri de uma certa baixo-estima e conviver com isso é phoda pra caralho. É que dentro do meu mundinho, onde ninguém vê, lá no porão e atrás do garoto bonito, que se cuida, que mantém as unhas cortadas, cabelo aparado, horas no espelho, dedicação à intelectualidade, quase um lorde. Atrás desse garoto existe um outro garoto indefeso e inseguro... medroso que só... e que só vê mesmo esse caminho da perfeição como uma saída para o ser visto e ouvido. Não é nada fácil. E esse bicho papão me assombrou por muito tempo. Assombra ainda. Afinal essa exigência consigo mesmo é uma bola de neve e nunca se dá por satisfeita. Tudo bem, já estou tratando disso e já até houveram mudanças. "O primeiro passo é assumir". Rs... Mas ainda falta muito para considerar esse capítulo encerrado. Coisa que vem lá dos primórdios da criação, da relação família e da iniciação ao mundo e bla bla bla - hoje mesmo fico horrorizado com a indelicadeza com que muita gente trata suas crianças. Mas voltando ao fato em si do sexo é mais ou menos por ae... A questão não é simplesmente o que parece... e nem sou um ninfomaníaco de plantão! Mas é que ser desejado às vezes é como comer um chocolate, você sempre vai querer mais e mais... E sabe que essa analogia me fez criar mesmo uma empatia com os neuróticos, de qualquer tipo. Compreendo bem que a loucura está mais próxima à razão do que se imagina. Eu mesmo morro de medo de enlouquecer um dia. Imagina, eu como Luciana Vendramini (é ela?) que não consegue sair do banheiro do shopping enquanto outra pessoa não entra? Ai ai ai... me dá arrepio... Minha empatia a ela e a todos os neuróticos, loucos e vitimados de mente insana. Por isso mesmo fico afirmando aqui sempre - e patéticamente - que estou tentando escrever pra mim... Porque esperar sempre pela opinião dos outros, pelo que "os outros vão pensar" é o caminho que sempre tomei... Vamos mudar? Vamos! Por isso esse é mais um registro e constatação do que um pedido de socorro. Estou sendo ridículo?

2 comentários:

Hellen disse...

De jeito maneira!

Só não pode é esperar das pessoas o que deve vir de vc: aceitação, amor próprio e reconhecimento da pessoa linda e maravilhosa que vc é e sabe que é. Se ame, se elogie, seja metido mesmo, porque não há ninguém mais importante pra gente do que a gente mesmo.

be disse...

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